terça-feira, março 01, 2005

Mousse de Dollar

(...) Vamos almoçar em um restaurante. Agora penso que o lugar é semelhante a uma casa que havia numa rua paralela à nossa antiga casa em Itaipava, em frente ao Grande Hotel de Itaipava, onde moravam alguns moleques conhecidos da gente, isto quando eu tinha uns 9 ou 10 anos de idade. Mas eu já era adulto no sonho. Estávamos numa mesa grande e oval, em um canto à entrada do lugar. Eu e cinco mulheres. Quatro delas desconhecidas, olhos claros, muito brancas, umas ruivas, outras louras, e entre elas minha irmã, que é morena. O garçon traz, esporadicamente, à mesa, bandejas com acepipes de formas e nomes incompreensíveis, assim como "zuíchteng" ou "tufflone"... Mas parecem apetitosos. São como bifes, com várias camadas, intercaladas com diversos ingredientes e molhos variados... É hora de pagar a conta. Todos devem contas de quase 200 reais, mas a minha é de 93.400 reais. Instigado pelos demais vou até o gerente reclamar do preço. Digo a ele que não pago contas assim nem quando vou a Paris (eu nunca fui a Paris). Ele me explica, então, que o que pesou na conta foi a mousse de dollar, que vinha a ser uma mousse feita com notas de 100 dólares. Ele me dá a receita: Pegue um maço de notas de 100 dolares, jogue no liquidificador junto com um pacote de gelatina, acrescente leite, ovos, farinha, etc (...)