quinta-feira, março 10, 2005

sonho de 07 para 08/03

Sem medo, vamoslá...

Mal fechei os olhos, caí no underground de mais um sonho sem nexo e ao mesmo tempo com muito material para ser destrinchado em algumas sessões de análise.

Não eram mais os rotineiros tiroteios na favela, dos quais vinha sendo vítima nas últimas noites de pesadelo. Também não se tratava de uma morte diferenciada e sentida por mim. Era, de fato, um sonho...

E que sonho. Talvez por causa das privações dos últimos tempos, sonhei com coisas realmente boas, se é que alguém pode definir isso.

Estava em uma casa enorme. Maior que qualquer outra em que eu já tenha dormido. Maior que a dos pais do Carlos, na Gávea, maior da qual eu morava na infância com toda a família, maior do que tudo.

E como sempre, não sabia direito quem estava comigo, quem não estava e quem teoricamente era para estar. Também não estava muito definido no sonho o que tinha me levado àquela situação, àquela casa, com aquelas pessoas.

O fato é que nessa tal mansão estavam todos os que conheci nesse último ano. Todas as pessoas do Rio com quem já tive ótimos momentos, e até as que eu mal cheguei a conhecer. Por sorte não estava ninguém que me desagrade. Mas, curiosamente, não estava ninguém com quem eu fosse muito íntimo, tipo o meu namorado. Sabia da presença do Carlos, mas ela não tinha tanto peso assim e raramente eu cruzava com o rosto dele ou até com a sensação de ter ele por perto.

Mais nitidamente, lembro-me que estava na casa um grande amigo, Cid, junto com Fábio e seus grandes amigos que eu considero muito e já até adoro. Acho que era o Marcelo e namorada, o tal do Dudu que eu vi uma única vez na vida, amigas do Fábio da época de faculdade, a francesa do Cid, e a maior pegadinha de todos os tempos, o tal do Nuno, ou Bruno, ou Virgílio, what ever.

A mansão à la “The Dreamers”, do Bertolucci, estava repleta das melhores coisas do mundo. Ou o que, para a minha micro noção de mundo, são as melhores coisas do mundo. Estou falando de comida, claro. Queijos, vinhos, chocolates e tantas coisas boas que mordíamos um pedaço qualquer e jogávamos o resto pelo chão.

Cada um fazia uma atividade diferente na casa. Uns viam televisão, outros bebiam e conversavam, outros rondavam pela casa, mas nada muito intrigante acontecia.

Lembro-me apenas no final – sim, porque sonho tem final, já que essa foi a última sensação que tive antes de abrir os olhos para olhar o despertador – de estar bem à la “Os Sonhadores”, sensualíssima, amorosa e nua com um dos amigos do Fábio e do Cid, vendo televisão, tomando champanhe e dando risadas. Mas não era nada muito sexual. Apenas vontade ficar perto, trocar carinho e sentir.

Agora me diz o que consigo tirar disso? Acho que nada.